segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Diário de Bordo 07/09.

O domingo amanheceu com bastante sol, vento, condições perfeitas para uma velejada, fomos tarde para marina, chegando lá perto das 11h00minhs. A Sabrina não queria sair, pois precisava estudar, então convidei o Gean que estava perto da marina para uma velejada. Testamos uma vela Tormentin que eu nunca tinha montado, ela realmente deve servir para seu propósito, mas para uma velejada com sol não vale a pena porque é muito pequena. Montamos a mestra e a Genoa, velejando até o outro lado da ilha, mas o vento parou. Motoramos até o trapiche próximo a praia para buscar mantimentos (beer) e rumamos para o caixa d aço, chegando lá o número de lanchas era impressionante, parecia temporada de verão, ficamos ali até as 16h00minhs. Voltamos para marina velejando só com a vela de proa curtindo o final da tarde. Um ótimo dia de sol. BV.

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

“Fram” o Navio dos Pólos...

A escuna “Fram” serviu primeiro o explorador Norueguês Fridtjof Nansen, na sua tentativa de chegar ao Pólo Norte, numa expedição que duraria de 1893 a1896. Este excelente navio foi projectado e desenhado pelo próprio Fridtjof Nansen ajudado pelo então famoso construtor naval, o escocês Colin Archer. Rolande Amundsen, também norueguês, viria a utilizar o “Fram” na sua expedição para conquistar o Pólo Sul, o que viria a conseguir em 14 de Dezembro de 1911. O “Fram” é considerado por muitos navegadores e exploradores como um dos mais importantes navios na história da exploração. Actualmente conservado no Museu Fram, especialmente construído para o efeito, perto de Oslo, na Noruega, o “Fram” foi concebido para suportar a pressão esmagadora do gelo quando as águas do Oceano Árctico congelassem à sua volta. O casco tinha «uma forma maciça e arredondada», os costados eram abaulados, e o fundo plano. A pressão criada pela dilatação da água ao congelar erguia o navio, colocando-o sobre o gelo compacto que então se formava. O casco era extremamente resistente (espessura dos costados mediava entre 60 a 70 cm) e apresentava superfícies totalmente lisas, que não permitiam a acumulação do gelo em nenhum ponto. O interior do casco estava forrado com tábuas de pinho de 10 a 20 cm de largura. Reforçavam o costado duas camadas de pranchas de carvalho de 7 cm de espessura. Exteriormente o navio era protegido por aquilo a que Nansen chamou uma «pele contra o gelo», que consistia num revestimento macio de “Greenheart”, uma árvore perene de grande durabilidade. Para reforçar o casco, o convés inferior foi construído ligeiramente abaixo do nível da linha de água, onde a pressão do gelo seria maior. A quilha feita de dois barrotes de Olmo americano, cada um dos quais com secção quadrada de 35 cm de largura, era protegida pelo revestimento de “Greenheart” e sobressaía apenas 7 cm sob o fundo – uma preocupação para que a quilha não fizesse o navio adornar quando se este se encontrasse sobre o gelo. Reforçado com vigas de carvalho e pinheiro, o porão assemelhava-se «a uma teia de traves, escoras e braços»; fora concebido para poder transportar um abastecimento de 380t de carvão suficientes para quatro meses, e viveres e equipamento para 13 homens e 34 cães durante cinco anos. A quantidade de carvão era mínima, uma vez que a escuna deveria seguir à deriva, levada pelo gelo durante a maior parte da viagem. Nansen pretendia que o navio fosse simples e resistente, pois haveria apenas 13 homens para o manobrarem. O mastro grande media cerca de 24m de altura e o cesto da gávea encontrava-se 31m acima do nível da água, para que o vigia pudesse ver a grande distancia «quando chegasse a altura de abrir caminho através do gelo». O navio estava ainda equipado com um motor de 220 cv. A boa disposição e saúde de que gozava a tripulação devia-se muito ao facto das paredes do “Fram” serem hermeticamente isoladas com feltro alcatroado, cortiça e linóleo. O tecto estava isolado com uma camada de 28 cm de pele de rena e outros materiais e o pavimento com outro revestimento de cortiça de 15 cm de espessura. Em anteriores viagens de outros navios ao Árctico haviam-se formado sempre gotas de água devido à condensação, que escorria pelas paredes, caído muitas vezes sobre os beliches dos homens, onde por fim congelavam. Nesta viagem., porém, a tripulação estava resguardada e confortável. Nansen escreveu orgulhosamente: «Quando acendíamos uma lareira no salão, não havia vestígios de humidade nas paredes, nem nos camarotes». - Texto adaptado do livro “Os Grandes Exploradores de Todos os Tempos”, Selecções do Reader`s Digest. António Lemos. O “Fram” foi, sem dúvida, um grande navio que serviu dois grandes exploradores do Árctico e do Antárctico, ambos Noruegueses, Fridtjof Nansen e Rolande Amundsen. Um amante do mar e apaixonado, como eu, por toda literatura que relata a relação entre os homens e o mar não podia deixar de render esta homenagem a tão Histórico Navio - o “Fram”. António Lemos

domingo, 31 de agosto de 2008

Diário de bordo 30/08.

Sábado, chegamos à marina as 10h30minhs e com a maré bem cheia logo estávamos na água, motoramos até os barcos de passeio e ancoramos ali. Montei o leme, mas o vento era bastante forte vindo do sul. Fomos até o caixa d aço, e o vento não dava trégua, várias lanchas chegavam a toda hora, pois fazia muito tempo que o sol não aparecia nos sábados. Curtimos o dia de sol, mas o vento não nos possibilitou uma velejada segura. Na volta até a marina vimos o veleiro Mistralis, eu já o conhecia por fotos e algumas navegadas no Orkut, onde foram postadas as fotos da reforma e o site sobre o projeto www.mistralis.com Chegamos perto do veleiro e logo o pessoal da tripulação chegou, três pessoas, subiram a bordo, mas acho que ficaram um pouco receosas com nossa presença, então rumamos para marina. Verão, chega logo! BV!

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Horizontes...

"Cheguei a uma fase da minha vida que a gente vê com clareza que ganhar dinheiro não é um objetivo, mas apenas um meio. O melhor da vida, o amor, a amizade, o mar, as coisas belas da natureza são grátis. Larguei tudo e parti" Aleixo Belov A Volta ao Mundo em Solitário

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Diário de bordo 17/08.

Ontem, domingo, acordei bem cedo e fui direto para marina, chegando lá me espantei com o que a natureza é capaz, pois a maré tinha baixado muito a ponto de deixar as canoas de pesca que ficam apoitadas na praia completamente na areia. Então eu tinha um lindo dia, mas sem condições de sair. Eu e o Rafael preparamos um chimarrão e ficamos admirando a maré encher aos poucos, perto do meio dia ele me largou na água e meu motor de popa mercury 3.3 me deixou na mão novamente. O Rafael voltou pra me ajudar, mas não deu certo, ele chegava a dar partida, mas logo morria e o Luís na praia estava muito nervoso, gesticulando, pois um grupo de turistas esperava para fazer um passeio de lancha então falei para o Rafael ir. Como a maré estava baixa era quase impossível sair na vela, mas tentei, levantei a vela de proa e o vento nordeste entrou varrendo acabando com minha alegria, senti o drama e velejei somente até a entrada do rio. Na volta do passeio de lancha pedi para o Rafael me rebocar até a frente da marina me recolhendo em seguida. Na marina, o Rafael abriu o carburador do motor e fez uma limpeza, foi bom que peguei a manha de abri-lo, depois testamos e tudo certo, ta novo. Esse domingo não foi dos melhores, e continuamos torcendo por tempo bom. BV!

sábado, 16 de agosto de 2008

Chove, chuva....

Três finais de semana sem vela...a chuva não da trégua aqui em Santa Catarina, amanhã 17/08 a previsão é de sol...continuamos na poita....

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Navegando em casa...

Isto mesmo...literalmente...olhe o detalhe do motor !!!!!!!!
fonte: cort9.

sábado, 9 de agosto de 2008

Barco à vela...

Aqui na terra, a vida e aglomeração; lá fora, sobre as águas, está a liberdade. Aqui, o mundo nos acompanha demasiadamente, lá fora estamos sozinhos. Uma milha longe e nos encontramos num mundo exclusivo para nós, e que mundo ! Um mundo de águas, vento e céus. Um mundo de inesgotável e poética beleza. Um mundo lunático e caprichoso talvez, porém sempre nobre e cavalheiro; às vezes terrível, às vezes bondoso, triste a alguns, alegre a outros. Algumas vezes deprimente, ameaçador, louco e perigoso, porém sempre dando novamente a face, jogando a partida com as cartas a descoberto. Este mundo das águas não se pode encontrar à bordo de uma embarcação a motor. O motor leva consigo parte da costa e da trepidante terra. Um barco a motor ronca como o estridente barulho de uma cidade, vibrando ao compasso de uma era mecanizada; e o que é pior, se perde a emoção do jogo como quando se usa dados falsos. Não. O mundo das águas não se pode descobrir com um motor, mas sim com uma vela, pois aquele mundo de águas e céu, ventos e ondas não está somente ao nosso redor, senão que forma parte de nós mesmos. Se te combate também te estimula, és tu o motor, tanto como tua própria resistência, à salvaguarda ao mesmo tempo de teu inimigo. Das coisas construídas pelo homem nem uma é tão atrativa como um barco á vela, É algo vivo com alma e sentimentos próprios, obediente como um cavalo de sela, leal como um cão. Cada barco à vela tem um caráter individual, nenhum construtor conseguiu fazer duas embarcações exatamente iguais, as medidas podem serem as mesmas, a diferença está no temperamento. Os veleiros são ajuizados, demonstram uma profunda sagacidade tirada do vento e das ondas e transferem esta sagacidade a um timoneiro atento e cuidadoso. Sim, são ajuizados, porém se és mesquinho ou vil, covarde ou descuidado, soberbo ou cruel, podes estar seguro que tua embarcação o descobrirá. Quando em apuros na tempestade ou na adversidade, nenhum barco deixará de fazer o máximo esforço quanto lhe peça seu patrão. Talvez seja um esforço de pobres resultados, por ser um barco velho, podre e fazendo água como uma cachoeira. Porém sempre, até que suas desvantagens sejam demasiadas, entrará galhardamente na batalha. Ganhará se possível, senão morrerá lutando. Manejar esta gloriosa criação humana, ser seu dono e seu amigo, internar-se com ela no lindo e caprichoso reino do mar é a mais nobre e compensadora das artes. Porque dá mais do que se pode adquirir com dinheiro: humildade e confiança em si mesmo, valentia e bondade, força e delicadeza . Este é o presente ao navegante. O canhonaço que anuncia sua vitória quando cruza em primeiro lugar a linha de chegada de uma empenhada regata, soa como música divina. O doce calor de seu interior, a uma milha a dentro do mar frio e cinzento é o mais confortável dos lugares. Mar afora, quando estamos em nosso ambiente, sozinhos com nosso barco e com as estrelas, as preocupações da vida e da costa se reduzem rapidamente às proporções verdadeiras. O desporte do navegante nunca termina, tanto desfrutam os velhos como os jovens tanto é agradável no inverno como no verão, pois o frio ou o calor não opõe barreira alguma aos seus planos. Nunca se acaba de aprender, aos que viverem mil anos não poderiam conhecê-lo todo. A Arte da navegação à vela é tão antiga como a humanidade e tão nova como os caminhos da Lua. H. A. Calahann - 1930

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Porto Belo2...

Não me canso de postar fotos do lugar onde velejamos pois realmente é um lugar privilegiado, a natureza foi abençoada e tudo isso é só pra nós.... Fotos enviadas por um amigo velejador, Gian....Valeu! E torcendo para tempo bom no final de semana... BV

"Nunca deixe de sonhar!

Pois, se isso acontecer,

você continuará vivendo,

mas terá deixado de existir!"

Mark Twain

domingo, 3 de agosto de 2008

Diário de Bordo 02/08/08.

Hoje fomos um pouco mais tarde para marina, pois na parte da manhã o tempo continuava chuvoso e não nos possibilitaria um dia de velejada, por isso resolvemos fazer uma faxina no Sotavento, pois o mofo tinha se alastrado no teto da cabine devido as últimas chuvas aqui em Santa Catarina. Tirei os estofados e a tralha toda para fora, a Sabrina limpou o estofamento enquanto eu limpava o teto da cabine e depois por fora. O Sotavento estava merecendo essa manutenção, agora ele descansa para o próximo final de semana que com certeza será de muito sol e ótimos ventos.