Volta da Taputera
Há 3 anos
Um Brasileiro, o navegador e cineasta brasileiro Yuri Sanada integra a tripulação que concluiu a primeira etapa da expedição Phoenicia com a chegada ao Iêmen.
Um navio construído segundo desenhos de tumbas antigas de três mil anos atrás, baseado em um naufrágio milenar descoberto entre o Líbano e Israel, enfrentando perigos como os piratas da Somália, tempestades em alto-mar, ondas de 20 metros de altura, águas onde habitam tubarões brancos, além dos desconfortos de um barco projetado milênios atrás, sem motor. Todo este esforço e sacrifício para provar que muito antes dos grandes navegadores portugueses, os Fenícios, inventores do alfabeto e do cristal, eram os verdadeiros senhores dos mares. Esta expedição arqueológica organizada por equipe inglesa mudará a forma como se conta a história da humanidade, e o barco será exposto no Museu Britânico em Londres esse ano.
A expedição Phoenicia está em andamento desde 23 de agosto de 2008. O objetivo do projeto, elaborado pelo explorador inglês Phillip Beale, é provar que os fenícios, os maiores navegadores da antiguidade, tinham a habilidade de circunavegar a África, como relatado pelo historiador grego Heródoto. Assim, a viagem começou na Síria e vai terminar no mesmo lugar, e depois o barco segue para Inglaterra, onde será a atração de uma exposição especial sobre os Fenícios no Museu Britânico.
A embarcação, uma réplica idêntica de barco fenício de 600 AC construído na Síria. Nesta primeira parte do trajeto o barco teve o leme quebrado, e fez uma parada de emergência no porto de Berenice no Egito. Isto evidência as características cientificas do projeto, pois o desenho do barco é baseado em esquemas obtidos através dos milênios, em gravuras encontradas em paredes e pedras e em pedaços de naufrágios. A maior contribuição veio do achado do Dr. Robert Ballard, o explorador residente da National Geographic Society, o mesmo que descobriu o Titanic. Em 1999 o Dr. Ballard encontrou há 500 metros de profundidade dois navios fenícios carregando 10 toneladas de vinho cada um, naufragados 2700 anos atrás.
O site da expedição é www.phoenicia.org.uk
Documentário sobre a inédita participação brasileira na maior regata de volta ao mundo, ainda este mês, o filme estréia em circuito comercial e, posteriormente, será exibido por canal a cabo, e distribuído em DVD.
Senhores do Vento. O documentário de longa-metragem, dirigido por Isabella Nicolas, mostra a emocionante participação do primeiro barco brasileiro na regata de volta ao mundo Volvo Ocean Race, realizada entre novembro de 2005 e julho de 2006. Produzido pela Youle Filmes e a Book Filmes, Senhores do Vento estréia em circuito comercial ainda este ano e será, posteriormente, será exibido por canal a cabo, além de ter distribuição em DVD.
A Volvo Ocean Race é um dos maiores desafios do homem. São oito meses de uma volta ao mundo em que uma dezena de barcos enfrenta calmarias, tempestades, ondas enormes e icebergs na disputa de um dos troféus mais cobiçados dentre todos os esportes. Na edição 2005/06, pela primeira vez o Brasil participou desta aventura, onde as tripulações tiveram que combinar grande velocidade com excepcional resistência física e emocional.
Entre outras particularidades, pelo menos 30% dos tripulantes deviam ter certificado de primeiros socorros, saber aplicar injeções, fazer ressuscitação cardio-respiratória e traqueotomia. Além disso, metade dos homens devia passar por um curso de segurança em alto-mar, saber operar equipamentos de emergência e de comunicação e passar por um treino de mídia. Um deles aprendeu operação de câmeras digitais e edição de vídeo para montar e enviar por satélite vinte minutos de imagens dos momentos de intensa pressão gerada pelo ambiente de uma competição da qual só participam os melhores do mundo.
A jornalista Isabella Nicolas seguiu os brasileiros nesta aventura inédita, colhendo depoimentos e imagens em terra, no momento da chegada e da largada e nas regatas in-port, que aconteciam próximo à costa em todas as paradas da regata e que valiam 50% da pontuação da perna. Juntando seu material ao captado pelos tripulantes no interior do barco durante as travessias, Isabella conseguiu montar um incrível painel desta odisséia. Foram dez meses de decupagem e doze de montagem de um total de 544 horas de material, que renderam um filme de 90 minutos, onde arenalina, humor, suspense e muita aventura, levam o espectador, mesmo se leigo em esportes náuticos, a acompanhar com interesse e emoção, a aventura dos protagonistas até o final, torcendo por eles nos momentos mais dramáticos, vibrando nas vitórias, e surpreendendo-se com o resultado vitorioso.



