domingo, 7 de junho de 2009

Construção amadora no Orkut.

Tenho acompanhado pelo Orkut a comunidade “Construção amadora de veleiros”, e tento aproveitar ao máximo as idéias de cada participante, na maioria amantes de mono cascos e aqueles que preferem os multicascos, catamarãs e afins, gerando a velha discussão. Acredito que a maioria dos velejadores gostaria de poder construir seu próprio veleiro, mas isso não é tão fácil assim, uma construção amadora requer vontade, tempo, habilidade, local adequado, dedicação e o capital, que varia de acordo com o projeto escolhido e de que equipamentos o proprietário deseja ter a bordo, um veleiro de cruzeiro ou de regata. Felizes daqueles que conseguem terminar seu projeto, parabéns! Construir seu próprio barco é uma tarefa para poucos privilegiados. Essa comunidade em minha opinião é a mais “Construtiva” no Orkut nos assuntos relacionados à vela. Bv!

Diário de bordo 06/06...

Sábado, frio, mas solaço acordei cedo, larguei a Sabrina na aula, passei na casa do Dagô e fomos para marina. Barca na água montamos as velas e com pouco vento partimos em direção ao outro lado da ilha. O vento estava calmo, com algumas rajadas maiores, com as duas velas em cima rumamos em direção a Itapema. Velejada tranqüila, até demais, mas era tudo que eu precisava depois da semana conturbada no meu trabalho. Entre uma gelada e outra o vento resolveu parar definitivamente, então rumamos para o caixa d´aço motorando. Lá encontramos o Gian e o Cezar tirando a craca do ranger e logo apareceu o Marcelo do veleiro Joe que nos convidou para subir a bordo para conhecer o seu barco. Fechamos a tarde ali conversando. Assim foi mais um sábado de alegrias a bordo do velho Sotavento. BV

sábado, 30 de maio de 2009

Veleiros abandonados....

Fico muito triste quando vejo um veleiro mal cuidado, praticamente abandonado pelo seu dono nas marinas aqui no Brasil. Nos Estados Unidos, a situação é bem pior,a cena abaixo está cada vez mais comum. Devido à forte crise, vários proprietários de veleiros estão abandonando seus barcos nas marinas ou até mesmo cortando propositalmente o cabo da poita. Cenas tristes...BV!

domingo, 24 de maio de 2009

Baychino, O navio Fantasma...

Em 1931, no extremo norte do Canadá, alguns caçadores construiram barracas nas margens e se prepararam para passar oinverno. Mas certa manhã perceberam, espantados, que o Baychino não estava mais no mar, tinha desaparecido com a carga. Lastimando a mercadoria perdida, os caçadores chegaram por terra a Vancouver, onde ouviram contar que seu barco tinha sido visto nas ilhas Franklin, onde estava ancorado normalmente. Um mês mais tarde, um explorador encontrou o barco, em perfeito estado, no mar de Beaufort, mas não pode retirar as peles. A tripulação de uma escuna, depois alguns esquimós e outros caçadores, tentaram apropiar-se da carga, em uma região mais ao norte . Esses também não foram bem sucedidos. O Baychino continua navegando até hoje em alguma região do oceano Ártico. Como um cão fiel, ele se afasta dos que não são seus verdeiros donos.

Velejada 23/04....

Cheguei as 8:30hs na marina, ela estava fechada, achei estranho então resolvi dar uma caminhada até um veleiro de aço que estava encalhado na praia, ele se chama kontiki e está bem judiado, pedindo uma reforma. Perto das nove vi a movimentação na marina e descobri que o Rafael, marinheiro da marina não tinha vindo por motivos pessoais. Fiquei por ali esperando os meus amigos Gean e Cézar chegarem, pois minha idéia era sair com eles no Ranger 22. Logo eles chegaram, pegamos o bote amarelo e seguimos para mais um dia daqueles. Montamos as duas velas e partimos contornando a ilha em direção a bombinhas, tendo bastante cuidado com as redes de pesca que nessa época aumentam devido à pesca da tainha. Velas em cima, vento fraco, porém constante, velejada ótima com bons amigos, nada melhor para desestressar depois de uma semana bem difícil. Velejamos das 9:30hs até as 16:00hs direto entre porto belo, Itapema, bombas e bombinhas, depois aquele merecido descanso no caixa d aço. Velejar é Preciso! Abraço a todos! BV.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Expedição Phoenicia...

Um Brasileiro, o navegador e cineasta brasileiro Yuri Sanada integra a tripulação que concluiu a primeira etapa da expedição Phoenicia com a chegada ao Iêmen. Um navio construído segundo desenhos de tumbas antigas de três mil anos atrás, baseado em um naufrágio milenar descoberto entre o Líbano e Israel, enfrentando perigos como os piratas da Somália, tempestades em alto-mar, ondas de 20 metros de altura, águas onde habitam tubarões brancos, além dos desconfortos de um barco projetado milênios atrás, sem motor. Todo este esforço e sacrifício para provar que muito antes dos grandes navegadores portugueses, os Fenícios, inventores do alfabeto e do cristal, eram os verdadeiros senhores dos mares. Esta expedição arqueológica organizada por equipe inglesa mudará a forma como se conta a história da humanidade, e o barco será exposto no Museu Britânico em Londres esse ano. A expedição Phoenicia está em andamento desde 23 de agosto de 2008. O objetivo do projeto, elaborado pelo explorador inglês Phillip Beale, é provar que os fenícios, os maiores navegadores da antiguidade, tinham a habilidade de circunavegar a África, como relatado pelo historiador grego Heródoto. Assim, a viagem começou na Síria e vai terminar no mesmo lugar, e depois o barco segue para Inglaterra, onde será a atração de uma exposição especial sobre os Fenícios no Museu Britânico. A embarcação, uma réplica idêntica de barco fenício de 600 AC construído na Síria. Nesta primeira parte do trajeto o barco teve o leme quebrado, e fez uma parada de emergência no porto de Berenice no Egito. Isto evidência as características cientificas do projeto, pois o desenho do barco é baseado em esquemas obtidos através dos milênios, em gravuras encontradas em paredes e pedras e em pedaços de naufrágios. A maior contribuição veio do achado do Dr. Robert Ballard, o explorador residente da National Geographic Society, o mesmo que descobriu o Titanic. Em 1999 o Dr. Ballard encontrou há 500 metros de profundidade dois navios fenícios carregando 10 toneladas de vinho cada um, naufragados 2700 anos atrás. O site da expedição é www.phoenicia.org.uk

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Jessica Watson...

Ela tem 15 anos, posa ao lado de seu veleiro no porto de Brisbane. Jessica e seus pais anunciaram que ela tentará se tornar a pessoa mais jovem a dar a volta ao mundo sozinha em uma viagem sem paradas.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Senhores do Vento

Documentário sobre a inédita participação brasileira na maior regata de volta ao mundo, ainda este mês, o filme estréia em circuito comercial e, posteriormente, será exibido por canal a cabo, e distribuído em DVD. Senhores do Vento. O documentário de longa-metragem, dirigido por Isabella Nicolas, mostra a emocionante participação do primeiro barco brasileiro na regata de volta ao mundo Volvo Ocean Race, realizada entre novembro de 2005 e julho de 2006. Produzido pela Youle Filmes e a Book Filmes, Senhores do Vento estréia em circuito comercial ainda este ano e será, posteriormente, será exibido por canal a cabo, além de ter distribuição em DVD. A Volvo Ocean Race é um dos maiores desafios do homem. São oito meses de uma volta ao mundo em que uma dezena de barcos enfrenta calmarias, tempestades, ondas enormes e icebergs na disputa de um dos troféus mais cobiçados dentre todos os esportes. Na edição 2005/06, pela primeira vez o Brasil participou desta aventura, onde as tripulações tiveram que combinar grande velocidade com excepcional resistência física e emocional. Entre outras particularidades, pelo menos 30% dos tripulantes deviam ter certificado de primeiros socorros, saber aplicar injeções, fazer ressuscitação cardio-respiratória e traqueotomia. Além disso, metade dos homens devia passar por um curso de segurança em alto-mar, saber operar equipamentos de emergência e de comunicação e passar por um treino de mídia. Um deles aprendeu operação de câmeras digitais e edição de vídeo para montar e enviar por satélite vinte minutos de imagens dos momentos de intensa pressão gerada pelo ambiente de uma competição da qual só participam os melhores do mundo. A jornalista Isabella Nicolas seguiu os brasileiros nesta aventura inédita, colhendo depoimentos e imagens em terra, no momento da chegada e da largada e nas regatas in-port, que aconteciam próximo à costa em todas as paradas da regata e que valiam 50% da pontuação da perna. Juntando seu material ao captado pelos tripulantes no interior do barco durante as travessias, Isabella conseguiu montar um incrível painel desta odisséia. Foram dez meses de decupagem e doze de montagem de um total de 544 horas de material, que renderam um filme de 90 minutos, onde arenalina, humor, suspense e muita aventura, levam o espectador, mesmo se leigo em esportes náuticos, a acompanhar com interesse e emoção, a aventura dos protagonistas até o final, torcendo por eles nos momentos mais dramáticos, vibrando nas vitórias, e surpreendendo-se com o resultado vitorioso.

domingo, 3 de maio de 2009

Tamanho, não é documento!

Um Francês chamado Franck Andreotta cruzou o Atlântico, das Canárias a Guadeloupe, em 2008, durante 48 dias, em um barco à vela de 1,68m, com velocidade foi de 2,5 kts.
Fonte: Revista alemã Yacht.

domingo, 19 de abril de 2009

Sábado, dia 18 de abril...

Esse Sábado foi mais um dia especial, daqueles que você se da conta de que realmente é privilegiado. Deixei a Sabrina na aula e cheguei bem cedo na marina. Abri o sotavento e o Rafael passou uma água pra mim no convés, aproveitei para dar uma limpada na cabine, pois um possível interessado em comprar o Sotavento viria para vê-lo, o que acabou não acontecendo. Dei um tempo na marina, passei no xande pra comprar algo pra comer e beber, então fui pra água aí pelas 10h30min. Esperei os amigos do Tum Kwan, Gean e César, para velejarmos junto. Montei a mestra e saí em direção ao outro lado da ilha dando alguns bordos com rajadas maiores de vez em quando, logo o Tum Kwan (Ranger 22) passou por mim, bem adernado, com as duas velas em cima. Quando alcancei a ponta da ilha, amarrei o leme mantendo a direção, então montei a vela de proa e o vento estava perfeito, faltou mesmo uma cam digital para registrar aquela velejada. Nos melhores dias de verão às vezes não temos um dia igual ao de ontem, que maravilha! Velejada perfeita! O sotavento andava muito bem...Mais um daqueles dias para ficar na memória com certeza! BV.